E quando os sonhos acabam,
Quando sua mente escorre,
Quando os olhos dilatam,
Quando o corpo morre,
Sua vida se esvai,
Sua dor também,
Seu corpo retrai,
Já não é mais refém...
Refém do medo, da dor,
Refém da angústia do amor.
A vida passa, o mundo gira,
As folhas caem, a mão esfria,
Debaixo da terra jaz um homem triste,
Que amou demais, que sofreu demais,
Que viveu demais, que sonhou demais,
Que esperou demais, que tentou demais,
Que chorou demais, que sorriu demais,
E agora, tudo já é passado.
A dor não dói, o amor não fere,
Os sonhos não animam, a paixão não arde,
A tristeza não tira lágria, a alegria não mexe a boca.
Tudo se acaba na última respiração!
(Carlos A. T. Rossignolo)
"Os poetas não têm pudor em relação às próprias experiências: eles as exploram!" Friedrich Nietzsche
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Noites sem estrelas
Há momentos em que você se encontra em um quarto escuro,
Em que nenhum feixe de luz atravessa sua janela,
Pois ela está cheia de poeira e enferrujada.
Em outros momentos você consegue abri-la,
Observar o céu e ver que há estrelas a te observar,
Então você percebe que não está sozinho.
Mas, como tudo na vida é mutável,
Em outros momentos você tenta enxergar as estrelas,
Mas as nuvens cobriram o céu.
Nesses momentos corre um filme em sua mente,
Ilusões perdidas, sonhos roubados, desejos privados.
E então você percebe que a estrela que necessita brilhar está dentro de você,
Pois as que estão lá fora não conseguem sempre transmitir sua luz.
É nessas noites sem estrelas que saberá o quão forte é, ou o quão fraco.
(Carlos A. T. Rossignolo)
Em que nenhum feixe de luz atravessa sua janela,
Pois ela está cheia de poeira e enferrujada.
Em outros momentos você consegue abri-la,
Observar o céu e ver que há estrelas a te observar,
Então você percebe que não está sozinho.
Mas, como tudo na vida é mutável,
Em outros momentos você tenta enxergar as estrelas,
Mas as nuvens cobriram o céu.
Nesses momentos corre um filme em sua mente,
Ilusões perdidas, sonhos roubados, desejos privados.
E então você percebe que a estrela que necessita brilhar está dentro de você,
Pois as que estão lá fora não conseguem sempre transmitir sua luz.
É nessas noites sem estrelas que saberá o quão forte é, ou o quão fraco.
(Carlos A. T. Rossignolo)
domingo, 20 de maio de 2012
.
Não há nada que destrua mais o seu coração do que a doação total à alguém e essa possoa se mostrar indiferente. Essa é a maior arma para se destruir um amor!
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Amizade
"Como pode causar nos corações humanos, Amizade,
Se tão contrário a si é o Amor?"
No peito um coração cheio de mistérios,
Na mente palavras sinceras ditas,
Ações ponderadas cheias de critérios,
Assim são amigos de toda vida.
Na amizade encontra-se perdão,
Na amizade encontra-se carinho,
Na amizade encontra-se sermão,
E nunca com o amigo está sozinho.
A vida vai passando de repente,
O céu de noite e dia se pintando,
O mundo cresce mais de tanta gente,
Só o amigo é que te ve chorando.
Nas horas tristes um ombro dá,
No vento frio a blusa cede,
Das lágrimas perdidas ele cuida,
Não mais que um sorriso de ti pede.
A vida toda te amará,
Brigas e intrigas se apagarão,
Diante da amizde nascerá,
A mais linda e pura compaixão!
(Carlos A. T. Rossignolo)
sábado, 31 de março de 2012
.
O sol está se pondo no horizonte,
Já não sinto o ser em mim,
Em mim apenas sinto aquela dor
Que engole, implode, explode.
O meu peito fica assim reprimido,
Tentando seus temores expressar,
Mas por onde ando, por onde me entrego,
Acho mais lágrimas pálidas que molham minha face,
No lugar de seus beijos molhados.
A noite já domina o cenário de minha mente,
Está tudo escuro, tudo nublado, tudo mudado,
Um insulto, mil pulsações, um milhão de lágrimas.
Com toda minha tristeza posso dizer, vocês máquinas
São mais dignas de confiança do que seus criadores.
Vocês não possuem olhos para trair,
Bocas para ofender,
Desejo para matar,
Raiva para esmagar,
Amor para causar nesses corações de carne
Sua mais vil perdição!
(Carlos A. T. Rossignolo)
Já não sinto o ser em mim,
Em mim apenas sinto aquela dor
Que engole, implode, explode.
O meu peito fica assim reprimido,
Tentando seus temores expressar,
Mas por onde ando, por onde me entrego,
Acho mais lágrimas pálidas que molham minha face,
No lugar de seus beijos molhados.
A noite já domina o cenário de minha mente,
Está tudo escuro, tudo nublado, tudo mudado,
Um insulto, mil pulsações, um milhão de lágrimas.
Com toda minha tristeza posso dizer, vocês máquinas
São mais dignas de confiança do que seus criadores.
Vocês não possuem olhos para trair,
Bocas para ofender,
Desejo para matar,
Raiva para esmagar,
Amor para causar nesses corações de carne
Sua mais vil perdição!
(Carlos A. T. Rossignolo)
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