segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Jaz Nela

Uma cascata de água,
Entre lembranças e pensamentos,
Entre a cultura e o esquecimento,
Criavam-se formas ao vento.

Na noite suave, na tempestade feroz,
A vida mudando frequentemente,
A lógica ausente, esperando o traspor da razão.

Formas aleatórias, obras para serem criadas,
Poesias a serem escritas, não menos belas,
Que aquelas que já foram formadas.

A película de minha janela, com o significado
A ser desvendado no véu da mente.
Ideias que nela ficarão e com ela morrerão.

(Carlos A. T. Rossignolo)

sábado, 19 de fevereiro de 2011


Nessa noite vazia e sem luar,
Na imensa escuridão do nada,
Na janela vejo seguir a estrada,
Que me conduz ao seu olhar.

Nesse céu sem estrelas e sem cor,
Ao uivar desesperado do vento,
Eu desesperadamente tento,
Sentir em meu peito seu amor.

Ao raiar cintilante o sol,
Em teu sorriso resplandece,
Essa luz como farol,

Que me guia pelo mar,
Me protege e me emudece,
E só me faz querer te amar.

(Carlos A. T. Rossignolo)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Versus

Entre a lua e o mar,
Entre o céu e a terra,
Entre o silêncio e o cantar,
Entre a paz e a guerra...

Entre o fogo e a razão,
Entre o escuro e o claro,
Entre o amor e a paixão,
Entre o comum e o raro...

Entre todas essas coisas,
Em ti vaga meu pensar,
Só em ti meu eu repousa,
Só por ti quero lutar.

(Carlos A. T. Rossignolo)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Poesia é a forma do homem se aproximar de seu Criador, é a manifestação do divino em palavras, é a vontade de criar em ação.

(Carlos A. T. Rossignolo)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Scream


O por insensível do sol,
A morte do horizonte,
A pureza suja de um lençol,
O cinza do céu distante.

Estou entre as duas pontas da vida,
Em uma ponte sem direção,
De um lado a realidade sofrida,
Do outro a falsidade da decepção.

Deixo meu eu para trás,
Sinto meu corpo em dois,
O tempo passa fugaz,
E o agora fica pra depois.

No meio da ponte fico estático,
Prefiro a covardia a seguir um caminho,
Esse triste sol fanático,
Se põe e me deixa na ponte, sozinho.

(Carlos A. T. Rossignolo)

Vitória Régia

Óh, Rainha Real do Rio,
Madrinha do esplendor da lua,
Restauradora do calor ao frio,
Revela àquela a linda face tua.

Mostra ao meu fraco ser,
Que o amor perdido,
Pode voltar a arder,
Nesse meu peito enegrecido.

Faz em minha alma,
Ressurgir o perdão,
Me devolve a calma,
Alegra meu triste coração.

Volta teus olhos ao mar,
Sê com aqueles que amam,
Diga esperança em teu falar,
Não deixe enganar os que enganam.

Quero em teu leito declamar,
Os mais nobres e métricos poemas,
Quero em tua face ver o lar,
Que deixei perder-se em meus dilemas.

(Carlos A. T. Rossignolo)

Senhora


Que graça tem, Senhora?
Se teus olhos encontram os meus,
Se eu suspiro nos peitos teus,
Naquele sentimento de outrora.

Que graça tem, Senhora?
Se tua alma encontra a minha,
Se teu querer era o que eu tinha,
Se te tenho a essa hora.

Que graça tem, Senhora?
Se ouço assim teu doce falar,
Se em teu suspiro ouço o mar,
Se estamos aqui agora.

Que graça tem, Senhora?
Se foi fácil a mim teu amor,
Se por ele não tive labor,
Se dificuldade queria o que namora?

(Carlos. A. T. Rossignolo)