Entre a lua e o mar,
Entre o céu e a terra,
Entre o silêncio e o cantar,
Entre a paz e a guerra...
Entre o fogo e a razão,
Entre o escuro e o claro,
Entre o amor e a paixão,
Entre o comum e o raro...
Entre todas essas coisas,
Em ti vaga meu pensar,
Só em ti meu eu repousa,
Só por ti quero lutar.
(Carlos A. T. Rossignolo)
"Os poetas não têm pudor em relação às próprias experiências: eles as exploram!" Friedrich Nietzsche
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Scream

O por insensível do sol,
A morte do horizonte,
A pureza suja de um lençol,
O cinza do céu distante.
Estou entre as duas pontas da vida,
Em uma ponte sem direção,
De um lado a realidade sofrida,
Do outro a falsidade da decepção.
Deixo meu eu para trás,
Sinto meu corpo em dois,
O tempo passa fugaz,
E o agora fica pra depois.
No meio da ponte fico estático,
Prefiro a covardia a seguir um caminho,
Esse triste sol fanático,
Se põe e me deixa na ponte, sozinho.
(Carlos A. T. Rossignolo)
Vitória Régia
Óh, Rainha Real do Rio,Madrinha do esplendor da lua,
Restauradora do calor ao frio,
Revela àquela a linda face tua.
Mostra ao meu fraco ser,
Que o amor perdido,
Pode voltar a arder,
Nesse meu peito enegrecido.
Faz em minha alma,
Ressurgir o perdão,
Me devolve a calma,
Alegra meu triste coração.
Volta teus olhos ao mar,
Sê com aqueles que amam,
Diga esperança em teu falar,
Não deixe enganar os que enganam.
Quero em teu leito declamar,
Os mais nobres e métricos poemas,
Quero em tua face ver o lar,
Que deixei perder-se em meus dilemas.
(Carlos A. T. Rossignolo)
Senhora

Que graça tem, Senhora?
Se teus olhos encontram os meus,
Se eu suspiro nos peitos teus,
Naquele sentimento de outrora.
Que graça tem, Senhora?
Se tua alma encontra a minha,
Se teu querer era o que eu tinha,
Se te tenho a essa hora.
Que graça tem, Senhora?
Se ouço assim teu doce falar,
Se em teu suspiro ouço o mar,
Se estamos aqui agora.
Que graça tem, Senhora?
Se foi fácil a mim teu amor,
Se por ele não tive labor,
Se dificuldade queria o que namora?
(Carlos. A. T. Rossignolo)
domingo, 9 de janeiro de 2011
Na Imagem do Tempo

Quando o vento passava frio,
Quando a noite chegava quieta,
Quando me dominava o vaziu,
Quando deixava as coisas incertas.
A névoa descia ao chão,
Beijava-lhe a face escura,
E deixava-o na maior solidão,
Sem qualquer lembrança de ternura.
Ouvia-se o chorar desesperado,
Que o chão bradava ao vento,
E os pássaros todos desconcertados,
Rasgavam o céu em um momento.
A escuridão abraçava a paisagem,
As árvores sussurravam paixão,
Já se podia ver a imagem,
Deixada pelos amantes da decepção.
(Carlso A. T. Rossignolo)
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Firework
Quando eu olho pela vidraça,Vejo o brilho dos fogos,
Vejo as pessoas na praça,
Vejo a alegria dos jogos.
Sinto a leveza do ar,
Ouço o ruflar dos pássaros,
Beijo a brisa do mar,
Deito à areia pés descalços.
Um abraço suave me aperta,
Um beijo molhado me fascina,
Uma flecha de cupido me acerta,
Me envolve, me consome, me alucina.
Os fogos estouram, em um brilho fatal,
As lágrimas escorrem ao chão
Me trazendo um desejo mortal,
De ser único em seu coração.
(Carlos A. T. Rossignolo)
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