terça-feira, 7 de junho de 2011

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A vida vai passando,
Pela janela dos olhos,
Desvendando seus sentimentos,
Jorrando lágrimas ao vento,
Gerando incertezas, emoções que passam,
Que se desfazem em pétalas de flores amarelas,
Douradas e prateadas,
Que reluzem ao som das ondas cintilantes,
Que fazem a cabeça girar erroneamente,
Desvendando mistérios,
Criando projetos, desilusões,
Conflitos eternos.

O que são as chuvas senão lágrimas
De serafins ao ver a tristeza,
Impoência,
Carência,
Sofrimento,
Duvidas mosntruosas nos homens.

O que são os raios solares senão a fúria do cosmo,
Por ter criado uma raça tão imunda, tão fraca, tão dependente.
Uma espécie atroz, feroz, voraz,
Canibais!

O que são os uivos dos ventos senão a voz de Deus,
Soprando palavras, caminhos e força aos nossos ouvidos?
Delirantes e frescas são elas, um ópio dos caminhantes,
A força motriz que move tudo, que nos torna servos e cria os conflitos com a carne.

O que são as estrelas senão uma doce ilusão,
Inalcansáveis como nossos sonhos, intocáveis como os desejos,
Luzindo no céu e nos dizendo que somos incapazes.
Uma ironia terrível, que em todas as noites melancólicas apreciamos.

O que são as fontes de águas senão um veneno cruel da terra,
Que prolonga nosso sofrimento antes de nos tornarmos pó.

O que é a vida? Uma tragédia que nos contratou como atores,
Nos fazendo encenar mesmo sem termos o dom,
Mesmo sem nos insinar o enredo, mesmo sem o compromisso de um final feliz.

(Carlos A. T. Rossignolo)


"Deus ao mar perigo e abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu."
(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Como um Sonho



As luzes das velas tremeluziam,
Despejavam em sua face a alegria das cores,
Ao encontro das bocas nós sentíamos,
O gosto intenso de todos os sabores.

Meus olhos brilhavam molhados,
Nossos reflexos no espelho refletiam,
Em um mesmo ponto abraçados,
Era um momento doce e especial que curtíamos.

A vida passava lá fora,
O mundo inteiro correndo,
Ninguém reparando na aurora,
O mundo inteiro sofrendo.

Mas nós estávamos paralisados,
Em um sentimento que nos envolvia,
A ampulheta parada ao lado,
E os corações que acelerados batiam.

Ao apagar das velas, tudo escureceu,
O mundo deixou de existir,
Mas em seus olhos encontrei a luz que me fortaleceu,
Me guiou por caminhos, me fez em frente seguir.

(Carlos A. T. Rossignolo)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Quando olho desta sacada,
Com um frio cigarro na mão,
Meu olhar caminha ao céu pela estrada,
E se perde na noite por reflexão.

Os prédios a minha volta,
Meus amigos ao meu lado,
Então ele se solta,
Vem me lembrar meu fardo.

O coração aperta, sinto as responsabilidades,
Vejo o sol cintilando e os pássaros voando,
Gozando da minha liberdade roubada.

Só queria viver sem essa obscuridade,
Só queria seguir minha vida sonhando,
Só queria não me perder na minha caminhada.

(Carlos A. T. Rossingnolo)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Na monotonia deste momento,
E no semblante deste luar,
Em que voa meu pensamento,
Vivo procurando o brilho do seu olhar.

Palavras difíceis trazem a perfeição de um momento poético,
E sem você neste momento esqueço que sou ético,
Esqueço de me orgulhar.

Porém se a saudade matasse,
Eu estaria em um outro plano,
Mas estaria só a caminhar,

Procurando sua alma, procurando um pranto,
Um cantinho gostoso para que eu possa meus olhos enxugar.

Mas não me importo com momentos futuros,
Eu irredutívelmente não me importo com o que acontecerá,
É que sem você a dor é tão grande,
Que a minha mente em minutos com você estará.

(Lucas Chamas)


quarta-feira, 18 de maio de 2011

A verdadeira magia da poesia não está nas palavras jogadas ao papel, na explicação de livros e nem de autores. A verdadeira magia repousa e se manifesta na mente daquele que explode em emoções ao contemplar um poema.

(Carlos A. T. Rossignolo)

domingo, 15 de maio de 2011

Lembre-se

Lembre-se da noite em minha casa
Onde foi selado o primeiro beijo,
Lembre-se das bocas molhadas,
Juntas em um mesmo desejo.

Lembre-se das manhãs ensolaradas,
Em que o mundo inteiro dormia,
Lembre-se da minha face apaixonada,
Que por horas te olhando, sorria.

Lembre-se dos nossos abraços,
Das palavras nos ouvidos sussurradas,
Lembre-se de que está um pedaço
Do meu peito, em suas mãos atadas.

Não o solte, não deixe outro alguém o pegar ,
Ele é seu, assim como o sol pertence à lua,
Assim como a areia é do mar,
Minha paixão é somente sua.

Por ti senti o amor, que meus sentidos desejavam,
Senti minhas mãos de medo tremerem tais,
Que meus olhos ao te olhar brilhavam.
Lembre-se de mim, uma vez mais.

(Carlos A. T. Rossingolo)