quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Estrela Na Janela II

Estava deitado em minha cama,
A solidão me consumia,
O desespero me açoitava,
A angustia me reprimia.
A noite lá fora só contemplada com o luar,
Sem nenhuma estrela, sem nenhuma promessa de vitória,
A escuridão dominava.
Por um chamado divino, levantei,
Abri a janela e contemplei o céu,
Limpo, escuro, enluarado,
Porém a minha guia não estava lá.
Não havia estrela, não havia esperança,
Somente a fé em meu peito pulsava, agarrava, me prendia,
Essa fé que me fez dar dois passos a frente e voltar.
Olhei novamente e não vi o brilho estelar que desejava.
Voltei, recuei, travei, desesperei, mas ousei,
A fé me fez voltar.
Ao olhar pela janela, em noventa graus estava ela, brilhando.
Meu peito pulsou, rasgou, chorou.
A estrela estava lá brilhando e me olhando,
Com um brilho dissipador, limpou minha mente,
Concretizou minha fé e mais uma vez me mostrou,
Que mesmo quando as coisas parecem perdidas, escuras,
Sem saída nem luz, há sempre a mesma estrela,
E ela vai estar lá olhando por mim,
Me amparando e me livrando das trevas.
Em uma voz doce me disse:
Há noites de choros e tormentas, mas o sol vem pela manhã!

(Carlos A. T. Rossignolo)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

SONETO MISTO

Sentados na sacada, nessa noite escura e sem luar,
Com mil ideias, angústias, medos que teimam em ficar
Incertezas, segredos, receios que não se vão,
Sentimentos imperfeitos que apertam o nosso coração.

Nessa vã melancolia de ser ou não ser,
Há uma coisa que alegra intensamente o meu viver,
Crio mil jeitos para poder te ter, te amar,
Mas infelizmente me perco no mundo das conseqüências, então me deixo levar.

Me deixo levar por mil caminhos, que não cruzam os seus,
E num passe de mágica meus pensamentos criam seus lábios a se encontrar com os meus,
E o sol na janela apático iluminou o jardim.

Todo dia ao dormir agradeço aos céus e principalmente a Deus,
Pelos lindos sonhos, ideais perseverantes como os de Orfeu,
Eu não desisto, eu espero, eu acredito enfim, que no melhor momento possível, você há de voltar pra mim.


(Carlos A. T. Rossignolo e Lucas Chamas)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Um cigarro é dualístico,
Faz tanto mal ao corpo,
Mas consegue libertar suas ideias.

(Carlos A. T. Rossignolo)

INLUMINISMO

Não é permitida a proibição de um movimento de expressividade intelectual, artística, cultural e sexual como a Parada Gay. É inconcebível proibir uma forma de manifestação humana e anular a liberdade de expressão artística, cultural, intelectual e sexual de seres livres e que honram a Democracia. Um ato desses anula as ideias Iluministas e enterra o legado e as conquistas compradas com sangue pelo povo na Revolução Francesa, subjugando nossa Constituição.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Um amor pra recordar


Não importa o quanto você parece rude,
Sua vida toda passando, você parado,
Só por um intenso amor seu sentimento mude,
Olhe em meus olhos, me dê um beijo molhado.

Segure minha mão intensamente, meu amor,
Me dê o seu peito, me livra da solidão,
Em seu abraço apertado, sinto o calor,
Reacenda o fogo que havia em meu coração.

Mesmo que um dia eu abrace a morte,
E meu corpo esteja duro e frio,
Poderia dizer que vi a sorte.

Levarei comigo seu querer, seu olhar,
Estará comigo seu pensamento no vazio,
E poderei dizer que pra sempre vou te amar.

(Carlos A. T. Rossignolo)

Medo


Ouve-se passos pelas escadas,
Veem-se vultos pelas janelas,
Dos gemidos vozes abafadas,
Das grades grandes sentinelas.

Chuva cai pelo telhado,
O vento ataca as paredes,
O chão rangendo molhado,
O sangue absorvendo o tapete.

Figuras escuras de loucura,
Imagens berrando na mente,
Ao brilho sinistro da lua.

Terror e horror presente,
Cheiro de morte crua,
Apaga breve vida sua.

(Carlos A. T. Rossignolo)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Rosa

Em uma noite violenta e chuvosa,
No céu haviam raios, nuvens duvidosas,
Nas faces haviam medos e tristezas,
Contempladas por um sentimento de incerteza.

A noite passou, o dia trouxe raios de sol,
Que iluminaram as faces enrugadas no lençol,
Trouxe para os pássaros vida e cor,
Para os desesperados o amor.

Não quero mais contemplar a ferocidade,
Nem viver essa louca velocidade,
Que aos meus olhos são hoje fantasia.

Me entrego de corpo e alma à alegria,
Renegando todas as pirâmides fálicas tenebrosas,
Me despejando à leveza dos grandes lábios de uma rosa.

(Carlos A. T. Rossignolo)