quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

É só mais um poema de amor...

Se você, anjo meu, ler esse poema,
Talvez sentir-se-á confortável em me dizer.
Escrevo aqui o que não posso dizer,
Digo aqui meus maiores sentimentos,
Sinto aqui uma parte de você.
Quando ler isso, saberá que é para você,
Saberá porque sempre te disse
Que é o amor da minha vida.
Sinto tanto em ter perdido você,
Não te sinto mais comigo,
Vejo-o escorrer pelas minhas mãos.
Se isso for, não brigue com a vida,
Pois ela é incerta, complexa,
Mas se isso não for,
Volte pra mim, você me faz falta,
Eu não aprendi a viver sem você.

(Carlos A. T. Rossignolo)

Vida em versos...

Aqui vai um desabafo de um poeta.
Um poeta que caminha pela vida,
Que é poeta não pelo que escreve,
Não pela poesia que pratica,
Mas sou um poeta por viver a vida
Como se ela fosse um poesia.
Meus dias são palavras,
Meus meses são versos,
Meus anos são estrofes.
Não vivo um soneto,
Pois a cada dia sou um,
Cada dia penso em algo novo,
Vivo uma emoção, um sentimento,
Um desejo de ser ou não ser.
Sou inconstante, minha vida é mágica,
Intensa, incerta.
Minha vida é uma poesia!

(Carlos A. T. Rossignolo)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Talvez em outra vida...

Talvez em outra vida eu poderia ter dado outro sorriso
Na primeira vez em nos vimos, no jardim de casa, em frente à garagem.
Talvez em outra vida eu poderia ter esperado um pouco mais
Pelo primeiro beijo roubado em um corredor escuro.
Talvez em outra vida eu poderia não ter dito o meu passado
E nem procurado saber do seu, que me mata de ciúmes.
Talvez em outra vida eu poderia ter me dedicado mais a você,
Ter ouvido suas queixas, ter prestado mais atenção nos erros.
Talvez em outra vida poderia ter feito um jantarzinho melhor
E não ter me queimado, assim não sofreria com lembranças.
Talvez em outra vida ficaríamos juntos sem nos preocuparmos
Se o amanhã chegará para ambos, se não partiremos no primeiro ônibus.
Talvez eu poderia ter estudado menos, ter saído com você sempre
Que sentia toda aquela vontade. Poderia ter sido menos orgulhoso,
Mais compreensivo, ter brigado menos.
Talvez em outra vida...
Mas talvez em outra vida não teria conhecido você,
Não teria aprendido que seu sorriso é lindo, que amo seu cabelo,
Seu toque, seu abraço. Amo ficar olhando seu rostinho por horas!
Ah! Talvez em outra vida não teria lembranças marcantes de você como tenho.
Talvez... Talvez... Mas aí seria outra vida, não essa.
Nessa, quero entregar aquilo que chamo de amor à você. Nessa, não mudaria nada em você.
Nessa, posso ser eu. Nessa, nos conhecemos. Por essa vida eu agradeço por ter me apaixonado!

(Carlos A. T. Rossignolo)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tão breve, tão marcante...

Era uma manhã doce de Novembro, como qualquer outra. O orvalho cristalizava todo o verde gramado e tornava aquele jardim vivo e colorido na janela, tão pálido e cinzento, como qualquer montanha congelada. Abri a porta dos fundos e decidi fazer um passeio matinal, reparando no cantar triste dos pássaros, na melancolia dos raios de sol que tangenciavam o vale denso e novoado, nas árvores secas que gritavam por vida. Caminhei em uma estrada longínqua, na verdade sem nenhum destino e expectativa, apenas para deixar o ar gélido entrar em meus pulmões. Após algum tempo de caminhada leve, ouvi um barulho suave de passos calmos atrás de mim. Continuei a caminhar num automatismo que era propiciado pela paisagem homogênea ao redor. Quanto mais eu caminhava tentando me distanciar e ser mais um no meio do cinza infinito, mais eu me aproximava daqueles passos que estavam seguindo os meus. Em um olhar leve e discreto percebi que não estava mais no meio do campo, mas em um jardim florido e alegre, sentado a beira de um penhasco, acariciando uma rosa. Contemplei seu rosto, suave em formas, contudo, vivo em emoções e expressões, alvo... Me perdi nesse momento, achei que minha breve existência se resumira ali e que nunca mais seria o mesmo após aquele instante. Minha vida girou em apenas um segundo. Um infinito em um breve espaço de tempo. Após aquilo, voltei a paisagem cinzenta daquele vale, ouvi novamente os pássaros chorarem, as árvores gritarem e o gelo cair por entre as rochas. Foi tudo uma breve ilusão, porém, a ilusão de toda minha vida!

(Carlos A. T. Rossignolo)

Interligação

"Há certezas que só ocorrem uma vez na vida"
(As Pontes de Madison)

Come seria se um dia o sol despertasse
Pálido, banhando as gramíneas pela manhã?
Come seria se o rio do condado corresse
Ao contrário, levando consigo as esperanças vãs?
Como seria se as estrelas no céu não ficassem,
Mas reluzissem no chão ao luar?
Como seria se naquela tarde não o houvesse encontrado,
Não houvesse hesitado, beijado, roubado seu coração?

Poderia olhar para minha vida com o mesmo apego
Ou com o mesmo cuidado? Poderia saber se havia amado?
Seria apenas uma ponte na paisagem, um fotografia em branco...
O sol se poria, as estrelas subiriam e o mundo se converteria em cinzas.

Mas talvez em cinzas devesse ficar,
Talvez em cinzas devêssemos nos unir
E para sempre esse amor selar.
E seria assim, seríamos pó sob uma ponte,
Uma ponte que leva e traz o destino incerto,
Entrelaçados, em cinzas seríamos amados!

(Carlos A. T. Rossignolo)

sábado, 8 de outubro de 2011

Como seria bom...

Como é bom poder acordar, olhar pela janela e sentir o mundo,
Sentir sua liberdade te tocar, sua vitória te acenar.
Como é bom poder olhar para o céu, e ter o controle da vida,
De seus sentimentos, memórias, impulsos.
Como é bom poder dizer um "oi" sem estar preso a um sentimento
Que mata, que cansa, que descansa, que ressuscita?
É muito bom amar ao vento, não ser escravo do amor, poder viver.
E como seria bom se todos fôssemos assim, se pudéssemos decidir
O que o coração irá amar. Ah! Isso é só ilusão boba. Somos humanos.
Para os que ainda não amaram, preparem-se. Para os que já, bem vindos ao mundo!

(Carlos A. T. Rossignolo)

Desapego

Enquanto seus cabelos negros balançavam,
E seus olhos escuros minha boca calavam,
Seu toque sensual e macio me arrepiava,
Seu sussurro em minha nuca alucinava.

Quando pra janela pude olhar,
Vi os pássaros em bando a cantar,
E quando de você eu lembrei,
Vi que de um sonho despertei.

Você não era real, aqueles cabelos,
Aqueles olhos, aquele toque de zelo,
Macio e sensual, tudo isso se desfez,
Como fumaça ao vento, era insensatez.

Não podia mais acreditar, que você sumiu ,
Não queria aprender que eras como um rio,
E nas águas rápidas da correnteza foi correndo,
E da minha mente e dos meus sonhos morrendo.

(Carlos A. T. Rossignolo)