sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Caminho

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As folhas das árvores balançam
Ao vento que sopra o entardecer,
As luzes dos postes colorem,
As cores lindas de se ver.
São as luzes da vida, 
As luzes das cores,
As luzes dos caminhos de amores,
A donzela perdida, sentada
Ao banco de uma praça,
Com um caminho a seguir,
Por entre as árvores a balançar.
O vento sopra nos ouvidos o amor,
Os Zéfiros caminham pelo bosque
Com tanta dor, por não conseguir
Fazerem as cores das árvores
Plantarem no coração dos jovens
O Amor.
Caminhos largos, frescos
Por entre as folhas se formam, 
Caminhos leves, sem cores,
Sem vida, sem emoção,
Mas a donzela escolhe o caminho ao sol,
Que machuca, que derruba, que resseca.
E as cores cantam, balançam, colorem.
E a donzela chora, implora.
Mas as folhas renascem e escondem o sol.
As luzes colorem as árvores, o vento sopra o amor.
E o caminho mais difícil torna-se agradável,
E o Amor torna-se válido e recompensante.

(Carlos A. T. Rossignolo)

?


O amor não possui regras, 
Ele não avisa quando aparecerá,
Não nos deixa sequer pensar,
Muito menos nos permite defender-nos.

 Pode ser contrário a si, 
Pode ser ambíguo, dual,
Mas quando ele chega de repente,
Sabemos a sua força...

Nos prende, nos move, 
Nos reduz, nos eleva,
Nos consome, nos devora,
Nos fascina, nos deplora.

O amor é algo puro, imutável.
O dom mais precioso da vida,
O sentimento mais mortal,
De seres mortais como nós.

Se houver outra civilização que não a humana,
Em outro planeta próximo ou distante,
Peço que nesses seres haja um coração,
Para que possam provar a grandeza do amor.

(Carlos A. T. Rossignolo)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Alguém como você...

Passei minha vida toda achando que sabia como era ter alguém,
Passei meus momentos românticos achando que sabia o que era amar,
Passei noites sonhando com lugares em que queria estar,
Passei minha vida vagando, indo, vindo como o mar.
Quando enfim te encontrei, as coisas passaram a fazer mais sentido,
Porque é em alguém como você que quero confiar,
É em alguém como você que quero acreditar,
Em alguém como você quero depositar meus desejos,
Meus medos, meus sonhos, minhas conquistas.
É com alguém como você que eu quero estar,
É alguém como você que eu quero amar.
É alguém como você que eu fiquei esperando
Durante minha vida, apenas alguém como você!
Someone like you baby. Te amo A. T.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

É só mais um poema de amor...

Se você, anjo meu, ler esse poema,
Talvez sentir-se-á confortável em me dizer.
Escrevo aqui o que não posso dizer,
Digo aqui meus maiores sentimentos,
Sinto aqui uma parte de você.
Quando ler isso, saberá que é para você,
Saberá porque sempre te disse
Que é o amor da minha vida.
Sinto tanto em ter perdido você,
Não te sinto mais comigo,
Vejo-o escorrer pelas minhas mãos.
Se isso for, não brigue com a vida,
Pois ela é incerta, complexa,
Mas se isso não for,
Volte pra mim, você me faz falta,
Eu não aprendi a viver sem você.

(Carlos A. T. Rossignolo)

Vida em versos...

Aqui vai um desabafo de um poeta.
Um poeta que caminha pela vida,
Que é poeta não pelo que escreve,
Não pela poesia que pratica,
Mas sou um poeta por viver a vida
Como se ela fosse um poesia.
Meus dias são palavras,
Meus meses são versos,
Meus anos são estrofes.
Não vivo um soneto,
Pois a cada dia sou um,
Cada dia penso em algo novo,
Vivo uma emoção, um sentimento,
Um desejo de ser ou não ser.
Sou inconstante, minha vida é mágica,
Intensa, incerta.
Minha vida é uma poesia!

(Carlos A. T. Rossignolo)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Talvez em outra vida...

Talvez em outra vida eu poderia ter dado outro sorriso
Na primeira vez em nos vimos, no jardim de casa, em frente à garagem.
Talvez em outra vida eu poderia ter esperado um pouco mais
Pelo primeiro beijo roubado em um corredor escuro.
Talvez em outra vida eu poderia não ter dito o meu passado
E nem procurado saber do seu, que me mata de ciúmes.
Talvez em outra vida eu poderia ter me dedicado mais a você,
Ter ouvido suas queixas, ter prestado mais atenção nos erros.
Talvez em outra vida poderia ter feito um jantarzinho melhor
E não ter me queimado, assim não sofreria com lembranças.
Talvez em outra vida ficaríamos juntos sem nos preocuparmos
Se o amanhã chegará para ambos, se não partiremos no primeiro ônibus.
Talvez eu poderia ter estudado menos, ter saído com você sempre
Que sentia toda aquela vontade. Poderia ter sido menos orgulhoso,
Mais compreensivo, ter brigado menos.
Talvez em outra vida...
Mas talvez em outra vida não teria conhecido você,
Não teria aprendido que seu sorriso é lindo, que amo seu cabelo,
Seu toque, seu abraço. Amo ficar olhando seu rostinho por horas!
Ah! Talvez em outra vida não teria lembranças marcantes de você como tenho.
Talvez... Talvez... Mas aí seria outra vida, não essa.
Nessa, quero entregar aquilo que chamo de amor à você. Nessa, não mudaria nada em você.
Nessa, posso ser eu. Nessa, nos conhecemos. Por essa vida eu agradeço por ter me apaixonado!

(Carlos A. T. Rossignolo)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tão breve, tão marcante...

Era uma manhã doce de Novembro, como qualquer outra. O orvalho cristalizava todo o verde gramado e tornava aquele jardim vivo e colorido na janela, tão pálido e cinzento, como qualquer montanha congelada. Abri a porta dos fundos e decidi fazer um passeio matinal, reparando no cantar triste dos pássaros, na melancolia dos raios de sol que tangenciavam o vale denso e novoado, nas árvores secas que gritavam por vida. Caminhei em uma estrada longínqua, na verdade sem nenhum destino e expectativa, apenas para deixar o ar gélido entrar em meus pulmões. Após algum tempo de caminhada leve, ouvi um barulho suave de passos calmos atrás de mim. Continuei a caminhar num automatismo que era propiciado pela paisagem homogênea ao redor. Quanto mais eu caminhava tentando me distanciar e ser mais um no meio do cinza infinito, mais eu me aproximava daqueles passos que estavam seguindo os meus. Em um olhar leve e discreto percebi que não estava mais no meio do campo, mas em um jardim florido e alegre, sentado a beira de um penhasco, acariciando uma rosa. Contemplei seu rosto, suave em formas, contudo, vivo em emoções e expressões, alvo... Me perdi nesse momento, achei que minha breve existência se resumira ali e que nunca mais seria o mesmo após aquele instante. Minha vida girou em apenas um segundo. Um infinito em um breve espaço de tempo. Após aquilo, voltei a paisagem cinzenta daquele vale, ouvi novamente os pássaros chorarem, as árvores gritarem e o gelo cair por entre as rochas. Foi tudo uma breve ilusão, porém, a ilusão de toda minha vida!

(Carlos A. T. Rossignolo)