"Os poetas não têm pudor em relação às próprias experiências: eles as exploram!" Friedrich Nietzsche
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Balançar
O vento sopra uma brisa suave, alegre,
Cortante, pulsante. O momento é breve,
Marcante, errante... Assim vem o balançar.
Um balançar que ondula as ondas do mar...
Gosto desse seu gingado, desse corpo suado,
Gosto do seu andar, do seu beijo molhado,
Gosto do seu falar mancinho que remexe,
Por onde passa enlouquece meu olhar...
E é nesse balanço que me movo assim,
Que move meu olhar alvo em marfim,
Que me faz mesmo em pranto suspirar...
É nesse desenho que se torna ambulante,
Que gira na areia do mar salpicante,
E faz meu coração balançar e te amar!
(Carlos A. T. Rossignolo)
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Amor...
Eu te amo!
(Carlos . T. Rossignolo)
Luzes
Quando as coisas parecerem escuras,
Acenda suas luzes!
Quando a vida não valer um verso,
Acenda suas luzes!
Quando os amores passarem,
Ah, acenda suas luzes!
Quando um dia o sol se apagar,
Ilumine o mundo com suas luzes!
Quando o frio do inverno chegar,
Aqueça a todos com as suas luzes!
Quando lua não mais brilhar,
Excite os lobos com suas luzes!
Vá, acenda suas luzes, crie a felicidade,
Não se assuste com as sombras, pois são filhas das luzes.
Não se esqueça que dentro de você existe uma luz,
Que pode criar um mundo diferente diante dos seus olhos...
(Carlos A. T. Rossignolo)
O Aeroporto
As
pessoas transitam de um lado ao outro, todas diferentes. O café quente
exala um aroma quente numa manhã fria em Porto Alegre. As músicas
começam e terminam, e por mais que a mesma canção se repita dezenas de
vezes, a cada uma traz uma mensagem, um sentimento diferente. É tudo
passageiro, é tudo efêmero, é tudo fim. Quem eu vi há dez minutos, já
deve estar voando de volta pra casa. O café já esfriou e agora tem um
cheiro forte de pó, já não esquenta mais o vento frio rio grandense com o
qual eu nao estou acostumada. Mesmo as músicas e minhas reflexões sobre
elas mudaram. Já não lembro qual foi a última canção e em que ela me
fez pensar, tampouco estou disposta a usar o botão "voltar" pra
descobrir qual era e no que pensei. O "voltar" não vai mais me trazer a
mesma coisa, como ela foi. Assim é na vida.
Não há um "return" quando se trata da vida. Por mais que tu tentes
retomar o pretérito perfeito, vais viver num constante "Efeito
Borboleta". Revirar o passado pode só piorar o teu presente e até
o teu futuro. Recordar o passado não é reviver, mas é morrer um
pouquinho. É claro que tu vais te lembrar das coisas boas, mas o que te
marca mesmo são as coisas ruins, as lágrimas. Não negues. Essa é a
lógica de todo ser humano. Por mais que não queiras, os "quase", os "se"
decorrentes das tuas reflexões sobre o que passou te machucam mais que
um tiro na boca, se que isso é possível. Então,
se tudo é como uma manhã num Café de aeroporto, efêmero, não percas as
oportunidades que a vida te oferece. Faça o que quiseres e dane-se o que
os outros vão falar ou pensar de ti. Vivas intensamente para que os
"quase" e os "se" não sejam tão dolorosos quando, por acaso, tu usares o
botão "return" da tua vida. Have a
nice day.
(Carolina Rossignolo Torres)
(Carolina Rossignolo Torres)
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Inverno
Vejo folhas, que antes eram verdes,
Nas árvores agora congeladas e brancas,
Vejo as cores que dominavam os bosques
Agora tornarem-se cinza morto.
Vejo os pássaros que voavam antes,
Agora escondidos com medo do frio.
É o inverno que vem e castiga,
Castiga a vida, castiga a respiração,
Castiga as cores, castiga as flores.
Esse inverno que vem congelar meus amores,
Que vem endurecer meu coração...
Fé
Há momentos em nossa vil existência,
Em que saboreamos mais nossa mortalidade,
Nossa incapacidade e fragilidade.
Como seres humanos estamos a merce da vida,
Suas desilusões, seus obstáculos...
Vemos tempestades se levantarem,
Engolindo qualquer raiar de esperança.
Vemos ondas se formarem em nosso meio,
Tragando qualquer tentativa de sucesso.
Vemos o fogo do medo consumir nossa ousadia,
Nossa fé em algo maior que nós mesmos.
Porém, esses dias maus passam,
A tempestade dá lugar ao sol,
O mar torna-se calmo como um lago
E o fogo apenas existiu para nos esculpir.
Tornamos mais fortes como seres terrenos e aprendemos.
As dificuldas estão ai para aprendermos, crescermos.
Não existe tormenta eterna, o sol sempre nasce pela manhã!
Em que saboreamos mais nossa mortalidade,
Nossa incapacidade e fragilidade.
Como seres humanos estamos a merce da vida,
Suas desilusões, seus obstáculos...
Vemos tempestades se levantarem,
Engolindo qualquer raiar de esperança.
Vemos ondas se formarem em nosso meio,
Tragando qualquer tentativa de sucesso.
Vemos o fogo do medo consumir nossa ousadia,
Nossa fé em algo maior que nós mesmos.
Porém, esses dias maus passam,
A tempestade dá lugar ao sol,
O mar torna-se calmo como um lago
E o fogo apenas existiu para nos esculpir.
Tornamos mais fortes como seres terrenos e aprendemos.
As dificuldas estão ai para aprendermos, crescermos.
Não existe tormenta eterna, o sol sempre nasce pela manhã!
Esperar
Vejo o vento gelado lá fora,
A vida passando em páginas brancas
Que ainda não foram escritas.
Vejo o mundo sendo construído
E também me vejo aqui parado, pensando...
Queria poder ter condição de me levantar,
De lutar por um ideal,
Mas fico aqui parado, pensando.
Tenho um sonho branco distante,
Que não consigo realizar,
Tenho medo do desconhecido,
Medo de ter que tentar.
Minha fé está se esgotando
A cada dia que passa, não vejo mudança.
Não vejo sinal nem algo concreto.
Sei que dentro de mim existe algo nobre
Que merece ser apreciado, porém
Sinto essa virtude como um diamante
Que precisa ainda ser lapidado,
E não posssuo as ferramentas para o trabalho.
Queria uma chance de tentar, poder ver o sol surgir no horizonte,
Queria ver essa chuva passar e ver as flores nascerem.
Queria poder construir minha própria história!
(Carlos A. T. Rossignolo)
A vida passando em páginas brancas
Que ainda não foram escritas.
Vejo o mundo sendo construído
E também me vejo aqui parado, pensando...
Queria poder ter condição de me levantar,
De lutar por um ideal,
Mas fico aqui parado, pensando.
Tenho um sonho branco distante,
Que não consigo realizar,
Tenho medo do desconhecido,
Medo de ter que tentar.
Minha fé está se esgotando
A cada dia que passa, não vejo mudança.
Não vejo sinal nem algo concreto.
Sei que dentro de mim existe algo nobre
Que merece ser apreciado, porém
Sinto essa virtude como um diamante
Que precisa ainda ser lapidado,
E não posssuo as ferramentas para o trabalho.
Queria uma chance de tentar, poder ver o sol surgir no horizonte,
Queria ver essa chuva passar e ver as flores nascerem.
Queria poder construir minha própria história!
(Carlos A. T. Rossignolo)
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