domingo, 12 de fevereiro de 2012

Balançar


O vento sopra uma brisa suave, alegre,
Cortante, pulsante. O momento é breve,
Marcante, errante... Assim vem o balançar.
Um balançar que ondula as ondas do mar...

Gosto desse seu gingado, desse corpo suado,
Gosto do seu andar, do seu beijo molhado,
Gosto do seu falar mancinho que remexe,
Por onde passa enlouquece meu olhar...

E é nesse balanço que me movo assim,
Que move meu olhar alvo em marfim,
Que me faz mesmo em pranto suspirar...

É nesse desenho que se torna ambulante,
Que gira na areia do mar salpicante,
E faz meu coração balançar e te amar!

(Carlos A. T. Rossignolo)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Amor...

Você passa sua vida em etapas. Sua infância você guarda os momentos bons que tornam sua vida colorida e interessante, sua adolescência você coleciona experiências e também decepções. Se você conseguir entender o sentido da vida, irá aprender a reciclar as coisas e evoluir como ser humano; aprenderá com seus erros, ficará mais forte contra decepções e com sua bagagem, saberá a direção a tomar. Eu até que soube passar pelos meus desafios e encontrar algum motivo novo pra seguir em frente, poderia ter feito isso melhor, sem ter tropeçado "n" vezes; mas tudo é válido. No meio dessa transição toda, a vida estava olhando pra mim e resolveu me dar um presente, presente esse que confesso: nunca mereci. Nesse presente veio carinho, veio compreensão, muito amor, saudade, felicidade. Estou aprendendo a viver, as vezes a vida me tira um pouco as forças, e lá está você para me apoiar. Estou aprendendo a ser maduro mais facilmente que as outras pessoas, pois tenho você ao meu lado para me ensinar. Estou aprendendo a ser uma pessoa melhor, pois tenho você comigo para me fazer ser uma pessoa melhor. Estou aprendendo o que é o verdadeiro amor, não aquele amor que nos machuca, mas aquele amor que eu quero guardar dentro de mim. Eu estou a cada dia acreditando mais na frase que sempre dizemos um pro outro: será pra sempre!
Eu te amo!

(Carlos . T. Rossignolo)

Luzes



Quando as coisas parecerem escuras,
Acenda suas luzes!
Quando a vida não valer um verso,
Acenda suas luzes!
Quando os amores passarem,
Ah, acenda suas luzes!
Quando um dia o sol se apagar,
Ilumine o mundo com suas luzes!
Quando o frio do inverno chegar,
Aqueça a todos com as suas luzes!
Quando lua não mais brilhar,
Excite os lobos com suas luzes!
Vá, acenda suas luzes, crie a felicidade,
Não se assuste com as sombras, pois são filhas das luzes.
Não se esqueça que dentro de você existe uma luz,
Que pode criar um mundo diferente diante dos seus olhos...

(Carlos A. T. Rossignolo)

O Aeroporto


As pessoas transitam de um lado ao outro, todas diferentes. O café quente exala um aroma quente numa manhã fria em Porto Alegre. As músicas começam e terminam, e por mais que a mesma canção se repita dezenas de vezes, a cada uma traz uma mensagem, um sentimento diferente. É tudo passageiro, é tudo efêmero, é tudo fim. Quem eu vi há dez minutos, já deve estar voando de volta pra casa. O café já esfriou e agora tem um cheiro forte de pó, já não esquenta mais o vento frio rio grandense com o qual eu nao estou acostumada. Mesmo as músicas e minhas reflexões sobre elas mudaram. Já não lembro qual foi a última canção e em que ela me fez pensar, tampouco estou disposta a usar o botão "voltar" pra descobrir qual era e no que pensei. O "voltar" não vai mais me trazer a mesma coisa, como ela foi. Assim é na vida. Não há um "return" quando se trata da vida. Por mais que tu tentes retomar o pretérito perfeito, vais viver num constante "Efeito Borboleta". Revirar o passado pode só piorar o teu presente e até o teu futuro. Recordar o passado não é reviver, mas é morrer um pouquinho. É claro que tu vais te lembrar das coisas boas, mas o que te marca mesmo são as coisas ruins, as lágrimas. Não negues. Essa é a lógica de todo ser humano. Por mais que não queiras, os "quase", os "se" decorrentes das tuas reflexões sobre o que passou te machucam mais que um tiro na boca, se que isso é possível. Então, se tudo é como uma manhã num Café de aeroporto, efêmero, não percas as oportunidades que a vida te oferece. Faça o que quiseres e dane-se o que os outros vão falar ou pensar de ti. Vivas intensamente para que os "quase" e os "se" não sejam tão dolorosos quando, por acaso, tu usares o botão "return" da tua vida. Have a nice day.

(Carolina Rossignolo Torres)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Inverno







Vejo folhas, que antes eram verdes,
Nas árvores agora congeladas e brancas,
Vejo as cores que dominavam os bosques 
Agora tornarem-se cinza morto.
Vejo os pássaros que voavam antes,
Agora escondidos com medo do frio.
É o inverno que vem e castiga,
Castiga a vida, castiga a respiração,
Castiga as cores, castiga as flores.
Esse inverno que vem congelar meus amores,
Que vem endurecer meu coração... 

Fé

Há momentos em nossa vil existência,
Em que saboreamos mais nossa mortalidade,
Nossa incapacidade e fragilidade.
Como seres humanos estamos a merce da vida,
Suas desilusões, seus obstáculos...
Vemos tempestades se levantarem,
Engolindo qualquer raiar de esperança.
Vemos ondas se formarem em nosso meio,
Tragando qualquer tentativa de sucesso.
Vemos o fogo do medo consumir nossa ousadia,
Nossa fé em algo maior que nós mesmos.
Porém, esses dias maus passam,
A tempestade dá lugar ao sol,
O mar torna-se calmo como um lago
E o fogo apenas existiu para nos esculpir.
Tornamos mais fortes como seres terrenos e aprendemos.
As dificuldas estão ai para aprendermos, crescermos.
Não existe tormenta eterna, o sol sempre nasce pela manhã!

Esperar

Vejo o vento gelado lá fora,
A vida passando em páginas brancas
Que ainda não foram escritas.
Vejo o mundo sendo construído
E também me vejo aqui parado, pensando...
Queria poder ter condição de me levantar,
De lutar por um ideal,
Mas fico aqui parado, pensando.
Tenho um sonho branco distante,
Que não consigo realizar,
Tenho medo do desconhecido,
Medo de ter que tentar.
Minha fé está se esgotando
A cada dia que passa, não vejo mudança.
Não vejo sinal nem algo concreto.
Sei que dentro de mim existe algo nobre
Que merece ser apreciado, porém
Sinto essa virtude como um diamante
Que precisa ainda ser lapidado,
E não posssuo as ferramentas para o trabalho.
Queria uma chance de tentar, poder ver o sol surgir no horizonte,
Queria ver essa chuva passar e ver as flores nascerem.
Queria poder construir minha própria história!

(Carlos A. T. Rossignolo)