"Os poetas não têm pudor em relação às próprias experiências: eles as exploram!" Friedrich Nietzsche
sábado, 8 de outubro de 2011
Como seria bom...
Desapego
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Ausência
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Perdão
Tempo, o verdadeiro deus
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Estrela Na Janela II
A solidão me consumia,
O desespero me açoitava,
A angustia me reprimia.
A noite lá fora só contemplada com o luar,
Sem nenhuma estrela, sem nenhuma promessa de vitória,
A escuridão dominava.
Por um chamado divino, levantei,
Abri a janela e contemplei o céu,
Limpo, escuro, enluarado,
Porém a minha guia não estava lá.
Não havia estrela, não havia esperança,
Somente a fé em meu peito pulsava, agarrava, me prendia,
Essa fé que me fez dar dois passos a frente e voltar.
Olhei novamente e não vi o brilho estelar que desejava.
Voltei, recuei, travei, desesperei, mas ousei,
A fé me fez voltar.
Ao olhar pela janela, em noventa graus estava ela, brilhando.
Meu peito pulsou, rasgou, chorou.
A estrela estava lá brilhando e me olhando,
Com um brilho dissipador, limpou minha mente,
Concretizou minha fé e mais uma vez me mostrou,
Que mesmo quando as coisas parecem perdidas, escuras,
Sem saída nem luz, há sempre a mesma estrela,
E ela vai estar lá olhando por mim,
Me amparando e me livrando das trevas.
Em uma voz doce me disse:
Há noites de choros e tormentas, mas o sol vem pela manhã!
(Carlos A. T. Rossignolo)
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
SONETO MISTO
Sentados na sacada, nessa noite escura e sem luar,
Com mil ideias, angústias, medos que teimam em ficar
Incertezas, segredos, receios que não se vão,
Sentimentos imperfeitos que apertam o nosso coração.
Nessa vã melancolia de ser ou não ser,
Há uma coisa que alegra intensamente o meu viver,
Crio mil jeitos para poder te ter, te amar,
Mas infelizmente me perco no mundo das conseqüências, então me deixo levar.
Me deixo levar por mil caminhos, que não cruzam os seus,
E num passe de mágica meus pensamentos criam seus lábios a se encontrar com os meus,
E o sol na janela apático iluminou o jardim.
Todo dia ao dormir agradeço aos céus e principalmente a Deus,
Pelos lindos sonhos, ideais perseverantes como os de Orfeu,
Eu não desisto, eu espero, eu acredito enfim, que no melhor momento possível, você há de voltar pra mim.
(Carlos A. T. Rossignolo e Lucas Chamas)