Queria transpor esse mundo, roubar um pouco de cada um, me tornar um ser inteiro, prefeito, lindo, amável.
Mas vou vivendo com o que eu tenho...
(Carlos A. T. Rossignolo)
"Os poetas não têm pudor em relação às próprias experiências: eles as exploram!" Friedrich Nietzsche
terça-feira, 31 de agosto de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Carência
Nessa triste e vazia mesa,
Há uma cadeira ausente,
Me trazendo a tristeza,
Dessa noite calma luzente.
Olho uma estrela na janela,
Que me ofusca ao brilho dela,
E a vela na mesa brilhando,
Faz o tempo ir passando.
Seus braços me envolvendo,
Fico imaginando sofrendo,
As horas passam sem pressa,
A sua boca me beija depressa.
O vento corta minha face,
Terminando esse triste disfarce,
Olho novamente a cadeira
E fico sozinho a vida inteira.
(Carlos A. T. Rossingolo)
Há uma cadeira ausente,
Me trazendo a tristeza,
Dessa noite calma luzente.
Olho uma estrela na janela,
Que me ofusca ao brilho dela,
E a vela na mesa brilhando,
Faz o tempo ir passando.
Seus braços me envolvendo,
Fico imaginando sofrendo,
As horas passam sem pressa,
A sua boca me beija depressa.
O vento corta minha face,
Terminando esse triste disfarce,
Olho novamente a cadeira
E fico sozinho a vida inteira.
(Carlos A. T. Rossingolo)
Ausência
Sua presença eu não sinto mais,
O mundo já não me satisfaz,
Me perco em meus sonhos ausentes,
Sendo a mim tristeza tangente.
Não há lugar calmo que dê,
A explicação e o porquê,
Não há mais nenhuma razão,
Que me dê lógica explicação.
O mundo perdeu a graça,
Não há nada que eu faça,
Para conseguir te esquecer,
Nesse meu vazio viver.
Onde está você, doce amor?
Que em minha vida colocou dor,
Que me deixou tão dependente a ti,
Que me fez saber que foi por ti que eu vivi.
(Carlos A. T. Rossignolo)
O mundo já não me satisfaz,
Me perco em meus sonhos ausentes,
Sendo a mim tristeza tangente.
Não há lugar calmo que dê,
A explicação e o porquê,
Não há mais nenhuma razão,
Que me dê lógica explicação.
O mundo perdeu a graça,
Não há nada que eu faça,
Para conseguir te esquecer,
Nesse meu vazio viver.
Onde está você, doce amor?
Que em minha vida colocou dor,
Que me deixou tão dependente a ti,
Que me fez saber que foi por ti que eu vivi.
(Carlos A. T. Rossignolo)
A Ilha do Medo
Há momentos em que me perco em meus pensamentos, sentimentos, emoções. Nesses momentos me sinto sozinho, em uma ilha escura, separado de todos por um vasto oceano negro e furioso. Nessa ilha perdem-se sonhos e realidade, fundindo-se em um inexplicável fluxo. Criaturas se misturam, as ondas colidem-se com as rochas, os pássaros, apesar de saberem voar, não são livres.
Essa ilha é minha mente. Nela vivem meus sonhos, meus pesadelos. Nela encontro meu paraíso e minha prisão. Nela me perco e me encontro. Nela eu busco minha identidade, em vão. Algumas vezes ela me trai e atrai, assim como meus sentido. Vivo em um mundo subjetivo, buscando algo sólido em que posso me firmar, mas temo que em minha ilha, não o encontrarei.
Essa ilha é minha mente. Nela vivem meus sonhos, meus pesadelos. Nela encontro meu paraíso e minha prisão. Nela me perco e me encontro. Nela eu busco minha identidade, em vão. Algumas vezes ela me trai e atrai, assim como meus sentido. Vivo em um mundo subjetivo, buscando algo sólido em que posso me firmar, mas temo que em minha ilha, não o encontrarei.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Não precisamos do campo (fugere urben), não precisamos do cotidiano (aurea mediocritas), podemos acrescentar o inútil (inutilia truncat), mas não podemos deixar de" Carpe Diem"...
Nossa função para achar a felicidade e ter uma vida aprazível é saber equilibrar as coisas, agir de forma sábia.
Se conseguirmos nos decifrar, nos entender e nos harmonizarmos, atingiremos a felicidade, independente de onde estejamos. Não precisamos de mais nada para isso, só de nós mesmo.
E quando nos falta a nós, como dizia Machado: "Essa lacuna é tudo", buscamos em algo que nos irá permitir uma satisfação, mas ela é imediata e ínfima, comparada àquela que vem de seu interior, que faz você entrar em sintonia com o mundo. Ser quem somos é importante, essa liberdade nos satisfaz e nos completa. Procure o "ser feliz" em você mesmo.
(Carlos A. T. Rossignolo)
Nossa função para achar a felicidade e ter uma vida aprazível é saber equilibrar as coisas, agir de forma sábia.
Se conseguirmos nos decifrar, nos entender e nos harmonizarmos, atingiremos a felicidade, independente de onde estejamos. Não precisamos de mais nada para isso, só de nós mesmo.
E quando nos falta a nós, como dizia Machado: "Essa lacuna é tudo", buscamos em algo que nos irá permitir uma satisfação, mas ela é imediata e ínfima, comparada àquela que vem de seu interior, que faz você entrar em sintonia com o mundo. Ser quem somos é importante, essa liberdade nos satisfaz e nos completa. Procure o "ser feliz" em você mesmo.
(Carlos A. T. Rossignolo)
Conto - Para Refletir
Em uma planície distante, onde havia um vilarejo, na imensidão do Universo, vivia uma numerosa família. Essa família era composta pela mãe, chamada Sol, e por mais nove filhos.
Esses filhos chamavam-se Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Jupter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão.
Viviam uma vida simples, modesta, mas feliz. Certo dia, Terra estava correndo nas margens de um lago de águas frias e cristalinas que desciam do topo de uma montanha coberta de neve e serpenteavam pelo vale, até atingir o ocenao a alguns quilômetros dali.
Ao cantar de uma pomba, sentiu-se enjoada, sua visão começou a escurecer, seu corpo passou a ficar cada vez mais quente, como se retesse todo o calor, sua beleza natural começou a desaparecer.
Quando chegou em casa, sua mãe ficou preocupada e decidiu levá-la a um médico. Chegando ao médio, este disse:
- Minha cara, existe uma população de um certo tipo de microorganismos em seu corpo, nós os chamamos de Humanidade e são um tipo de bactéria que exerce dupla função. Elas podem atuar no seu intestino e ajudar no processo de digestão, ficando em perfeito equilíbrio com você, ou também podem começar a atacar seus sitemas, o que é o caso.
Como elas não pararam de atacar o organismo de Terra, ela morreu.
Ela e a população de Humanidade, pois a Terra poderia viver sem a Humanidade, mas a Humanidade não pode viver sem a Terra. Esse microorganismo é um tanto imbecil, pois destruiu aquilo que sustentava a sua existência!
(Carlos A. T. Rossignolo)
Esses filhos chamavam-se Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Jupter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão.
Viviam uma vida simples, modesta, mas feliz. Certo dia, Terra estava correndo nas margens de um lago de águas frias e cristalinas que desciam do topo de uma montanha coberta de neve e serpenteavam pelo vale, até atingir o ocenao a alguns quilômetros dali.
Ao cantar de uma pomba, sentiu-se enjoada, sua visão começou a escurecer, seu corpo passou a ficar cada vez mais quente, como se retesse todo o calor, sua beleza natural começou a desaparecer.
Quando chegou em casa, sua mãe ficou preocupada e decidiu levá-la a um médico. Chegando ao médio, este disse:
- Minha cara, existe uma população de um certo tipo de microorganismos em seu corpo, nós os chamamos de Humanidade e são um tipo de bactéria que exerce dupla função. Elas podem atuar no seu intestino e ajudar no processo de digestão, ficando em perfeito equilíbrio com você, ou também podem começar a atacar seus sitemas, o que é o caso.
Como elas não pararam de atacar o organismo de Terra, ela morreu.
Ela e a população de Humanidade, pois a Terra poderia viver sem a Humanidade, mas a Humanidade não pode viver sem a Terra. Esse microorganismo é um tanto imbecil, pois destruiu aquilo que sustentava a sua existência!
(Carlos A. T. Rossignolo)
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